papa-livros

Bem-vindos!
"papa-livros", título proposto pelos alunos do 9º ano (2007/08), é o "blogue" da BE/CRE da Escola Secundária de Sampaio.
Está aberto à participação de todos (alunos, professores, funcionários e pais/encarregados de educação).
Se quiseres participar, envia o teu texto/imagens para papalivros0@gmail.com

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Postais e cartazes de Natal (10º PM e 10º PI)


Sob a orientação da professora Elsa Oliveira, eis os cartazes e postais de Natal dos alunos do 10º PM e do 10º PI, que se inspiraram nos versos de poetas portugueses.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Feliz Natal

A equipa da BE da Escola Secundária de Sampaio deseja a todos os utilizadores e a todos os leitores deste blogue um Feliz Natal e um Bom Ano Novo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Imagens da terra e do mar

Para todos aqueles que gostam e gostariam de conhecer os fundos do mar e o planeta em que nascemos e vivemos, sugerimos a consulta deste sítio: http://petitesbullesdailleurs.fr/ (em francês).

sábado, 11 de dezembro de 2010

"O boneco de neve"

A história foi recentemente publicada pela Caminho. Trata-se de um conto de Natal sem palavras da autoria de Raymond Briggs.
Existe um filme de animação realizado por Dianne Jackson (1982) que pode ser visto em:

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Revista Pessoa "online"

Trata-se de uma nova revista e está disponível "online". Basta seguir este "link" http://online.revistapessoa.com/ e, já agora, este também http://revistapessoa.com/.
Textos de Ondjaki, José Eduardo Agualusa e Gonçalo M. Tavares, entre muitos outros.
(Sugestão do professor Luís Santos)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

1 de Dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Sida

O conteúdo do clip abaixo pode ferir susceptibilidades.

Sabias que, no mundo, existem 2,6 milhões de pessoas infectadas com o vírus HIV?

Não sejas o(a) próximo(a)! Evita comportamentos de risco!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

75º aniversário da morte de Fernando Pessoa

Leve, breve, suave

Leve, breve, suave,
Um canto de ave
Sobe no ar com que principia
O dia.
Escuto, e passou...
Parece que foi só porque escutei
Que parou.

Nunca, nunca, em nada,
Raie a madrugada,
Ou esplenda o dia, ou doire no declive,
Tive
Prazer a durar
Mais do que o nada, a perda, antes de eu o ir
Gozar.

A criança que fui chora na estrada
I
A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.

Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,

Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim.

II

Dia a dia mudamos para quem
Amanhã não veremos. Hora a hora
Nosso diverso e sucessivo alguém
Desce uma vasta escadaria agora.

E uma multidão que desce, sem
Que um saiba de outros. Vejo-os meus e fora.
Ah, que horrorosa semelhança têm!
São um múltiplo mesmo que se ignora.

Olho-os. Nenhum sou eu, a todos sendo.
E a multidão engrossa, alheia a ver-me,
Sem que eu perceba de onde vai crescendo.
Sinto-os a todos dentro em mim mover-me,
E, inúmero, prolixo, vou descendo
Até passar por todos e perder-me.
Fernando Pessoa (poesia ortónima)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ser ou parecer? (2)

"Oito a oitenta (porque não incomodou muito)"

Ainda há poucos dias, a professora de Inglês fazia referência ao espírito revolucionário com que os jovens da geração de 60/70 encaravam a vida, a política, os outros. Queriam mudar o mundo, sentirem-se úteis, fazer história. Tudo isso não faria sentido não fosse a expressão "existência nula"; tal qual "uma chapada sem mão".
E, se há vinte anos, as opiniões poderiam parecer próprias de mais, hoje observamos um "oito a oitenta". Atingimos o extremo oposto, "do dia para a noite".
Lá fora chove.
Posso afirmar com certeza absoluta que o centro comercial do Fogueteiro está cheio. Que o de Almada também, bem como o de Loures, Setúbal, Algés, Odivelas e tantos, tantos outros.
A questão é se Salgueiro Maia enfrentaria hoje o temporal em busca da liberdade em que acreditava, pois as populações hoje só se interessam em procurar as últimas tendências, as últimas novidades das novas tecnologias (e isto, se não incomodar muito), telemóveis, computadores e televisões de preferência. Isto é, de maneira triste, aquilo em que se sustenta a felicidade das pessoas.
Por esta razão é triste ver, assistir e pertencer a uma sociedade onde habitantes de bairros sociais ficam tão contentes se lhes dermos um Ipod ou um Iphone, como se, com isso, os tirássemos daquele lugar. Ou a uma sociedade onde por detrás de roupas bonitas (em vez do tradicional avental), o marido bate na mulher. Ou a uma sociedade em que a abstenção é tanta quanto o desemprego. Ou a uma sociedade silenciada, escondida que até da palavra felicidade fez uma aparência.
Foi nisto que nos tornámos? Ainda bem que acredito que não é isto que queremos ser.
Raquel Carvalho, 10º C

Ser ou parecer? (1)


Consideremos um momento inicial, um começo. Centremo-nos na primeira visão de algo... Na primeira visão que temos de alguém.
Os nossos olhos são muito rápidos a ver, o nosso cérebro muito rápido a assimilar. Há demasiadas acções involuntárias que temos já completamente entranhadas em nós e pouco ou nada conseguimos mudar. Olhamos as pessoas e captamos a sua imagem. Automático. Mas são reproduções toscas, desenhos infantis...
Na minha opinião, o erro é actuarmos como se essas impressões, essas cópias superficiais correspondessem realmente ao que lá, no fundo, todos gostaríamos de fazer: um raio-x psicológico.
Não dá. Assim, expressamo-nos através do exterior, procuramos projectar o nosso ser no máximo de planos e de sentidos possíveis: o perfume para o olfacto, a imagem para a visão, as palavras para a audição, os olhares para a empatia.
No entando, nada é assim tão simples. Mesmo excluindo as diferenças de poder entre uns e outros, há uma questão importante à superfície: como transmitir aos outros algo que não compreendemos? Como dizer a alguém que não sabemos quem somos?
A sociedade criou uma hipótese, a sociedade aderiu, chama-se moda. E é imensamente simples.
Baseia-se em conjuntos de ideias estipuladas por aqueles que as podem espalhar, pelos que sabem minimamente quem são. Esses enchem o mundo com reproduções de si próprios; um mundo que se vai asfixiando continuamente através de uma nuvem de pessoas diferentes com projecções iguais. Um mundo que vai enlouquecendo o seu sistema com imagens que nos gritam "Erro!" e que continuamos a ignorar.
Assim, impomos o reino das aparências: "tudo está bem quando parece estar bem" e assim nos poupamos ao esforço de compreender o que não é objectivo.
"So, hello Barbies, hello Kens." "Life in plastic, it's fantastic!"
Flávia Pinto, 10º C, nº 12

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cartazes da Feira do Livro-10º PM

Sob a orientação da professora Elsa Oliveira, os alunos do 10º PM elaboraram os cartazes da Feira do Livro na aula de CPC (Comunicação, Publicidade e Criatividade).
Divulgamos aqui o conjunto produzido (com pequenas alterações), agradecendo desde já a colaboração de todos.


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Feira do livro na escola

Feira do Livro


De 29 de Novembro a 3 de Dezembro de 2010
9h45min.-17h
Sala E1

Organização: BE e grupo de Português

Apoios: Leya e Livraria Escriba

Conversa fiada: Pessoa na 1ª pessoa

Organizado pelo professor Roque Oliveira, com a colaboração das professoras de Português, hoje, dia 25, e amanhã, dia 26 de Novembro, na BE, decorrerá um encontro do cantor lírico Carlos Otero com os alunos do 12º ano. O tema é Fernando Pessoa, poeta de quem se comemora o 75º aniversário da morte a 30 de Novembro.
Através das palavras/versos do poeta, intercalados por excertos musicais de compositores portugueses como, por exemplo, Joly Braga Santos, Luís de Freitas Branco, Francisco Lacerda, entre outros, Carlos Otero apresentou os momentos e acontecimentos mais importantes da vida de Fernando Pessoa. Depois dessa travessia pela vida através da obra, houve ainda tempo para perguntas e respostas e a leitura de outros textos.

Entretanto, nas vitrinas e nas "ilhargas" das estantes, estarão expostos livros e outros documentos relacionados com o poeta que escreveu "Ah não ser eu ser toda a gente e toda a parte!".

Aí ficam imagens do encontro:





Para saberes mais sobre Fernando Pessoa, sugerimos a consulta destes sítios:

http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/index.php?id=2258
http://multipessoa.net/
http://purl.pt/1000/1/

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Encontro com António Jorge Gonçalves

Conforme o anunciado, António Jorge Gonçalves, que se assume essencialmente como autor de banda desenhada embora a sua actividade se caracterize pela versatilidade no domínio da criação de imagens, esteve na BE.

A conversa centrou-se sobretudo no projecto que deu origem ao livro Subway Life, constituído por retratos de pessoas desenhadas "em flagrante" no metro de dez cidades de todo o mundo. À medida que ia falando sobre as experiências que viveu nesses anos, o autor mostrava fotografias e o mapa dos vários metros, referindo-se também a aspectos históricos e culturais.

António Jorge Gonçalves sublinhou também, ao longo da sua exposição, a importância da viagem na arte e na vida, pois o contacto/confronto com as pessoas e outras culturas faz-nos crescer interiormente e alarga o nosso conhecimento do mundo.

Actualmente, o autor, que prepara uma intervenção numa ópera, que estará em cena no CCB em Janeiro, diz-se mais interessado em explorar as potencialidades do desenho digital, trabalhando, de improviso e em parceria, com músicos e/ou espectáculos teatrais.
Eis as imagens do encontro:



E fica aqui também o "trailer" de Subway Life: