papa-livros
"papa-livros", título proposto pelos alunos do 9º ano (2007/08), é o "blogue" da BE/CRE da Escola Secundária de Sampaio.
Está aberto à participação de todos (alunos, professores, funcionários e pais/encarregados de educação).
Se quiseres participar, envia o teu texto/imagens para papalivros0@gmail.com
sábado, 3 de abril de 2010
YouTube - Estória do Gato e da Lua (versão portuguesa)
quarta-feira, 31 de março de 2010
Pensar o mundo (1)
José Saramago
Hoje em dia, a vontade de evoluir tecnológica e intelectualmente é crescente. A contínua competição entre as grandes potências mundiais na procura de novas invenções/descobertas implica um grande, ou mesmo enorme, investimento monetário.
Porém, quando assistimos pasmados às novas descobertas que a humanidade faz, não nos lembramos do que está por detrás disso, não nos lembramos dos milhões de euros que estão investidos nesses “projectos megalómanos”. É certo que a sociedade sente a necessidade de evoluir e construir um futuro “sofisticado”. Contudo, esta não evoluirá se apenas for dada importância à ciência. Deve pensar-se melhor na situação precária em que milhões de pessoas vivem, sem casa, sem comida, sem roupa para vestir e sem qualquer respeito por parte dos grandes líderes.
Um caso muito conhecido e debatido actualmente é o do Haiti que, sendo já um país muito pobre, ficou agora miserável após sucessivos sismos que o devastaram. Antes de nos preocuparmos com a evolução tecnológica, devemos antes lembrar-nos dos inúmeros países que neste mundo precisam da “nossa” ajuda.
Na minha opinião, as grande potências do mundo vivem preocupadas apenas em mostrar o seu poderio e, por isso, investem grandes capitais em experiências do seu próprio interesse, sem pensar que existe neste mundo uma imensidão de pessoas a morrer à fome.
Para o mundo evoluir não é só necessário fazer grandes investigações e experiências científicas mas também procurar que a sociedade acompanhe essa evolução e, para isso, é imprescindível acabar parcialmente com a pobreza no mundo. Isso só será possível com a sensibilização e consciencialização das grandes potências mundiais.
Joana Caetano, nº13, 12ºD
sexta-feira, 26 de março de 2010
Dia Mundial da Poesia (7)
Henri Matisse, "A dança"quinta-feira, 25 de março de 2010
Dia Mundial da Poesia (6)
Procuro o lento cimo da transformação
Um som intenso. O vento na árvore fechada
A árvore parada que não vem ao meu encontro.
Chamo-a com assobios, convoco os pássaros
E amo a lenta floração dos bandos.
Procuro o cimo de um voo, um planalto
Muito extenso. E amo tanto
A árvore que abre a flor em silêncio.
Daniel Faria in Dos líquidos
quarta-feira, 24 de março de 2010
Dia Mundial da Poesia (5)
Tudo
Tudo me é dança em que procuro
A posição ideal,
Seguindo o fio dum sonhar obscuro
Em que do bem, às vezes, nasce o mal.
À minha volta sinto naufragar
Tantos gestos perdidos
Mas a alma, dispersa nos sentidos
Sobe os degraus do ar...
Sophia de Mello Breyner Andresen
Energias limpas - Área de Projecto - 12º C
Semana da Poesia
terça-feira, 23 de março de 2010
Dia Mundial da Poesia (4)
queria ser marinheiro correr mundo
queria ser marinheiro correr mundo
com as mãos abertas ao rumo das aves costeiras
a boca magoando-se na visão das viagens
levaria na bagagem a sonolenta canção dos ventos
e a infindável espera do país assustado pelas águas
debruçou-se para o outro lado do espelho
onde o corpo se torna aéreo até aos ossos
a noite devolveu-lhe outro corpo vogando
ao abandono dum secreto regresso... depois
guardou a paixão de longínquos dias no saco de lona
e do fundo nostálgico do espelho
surgiram os súbitos olhos do mar
cresceram-lhe búzios nas pálpebras algas finas
moviam-se medusas luminosas ao alcance da fala
e o peito era o extenso areal
onde as lendas e as crónicas tinham esquecido
enigmáticos esqueletos insectos e preciosos metais
um fio de sémen atava o coração devassado pela salsugem
o corpo separava-se da milenar sombra
imobilizava-se no sono antigo da terra
descia ao esquecimento de tudo...navegava
no rumor das águas oxidadas agarrava-se à raiz das espadas
ia de mastro em mastro perscrutando a insónia
abrindo ácidos lumes pelo rosto incerto dalgum mar
Al Berto
segunda-feira, 22 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
Dia Mundial da Poesia (2)
Um dia chega
de extrema doçura:
tudo arde.
Arde a luz
nos vidros da ternura.
As aves,
no branco
labirinto da cal.
As palavras ardem,
a púrpura das naves.
O vento,
onde tenho casa
à beira do outono.
O limoeiro, as colinas.
Tudo arde
na extrema e lenta
doçura da tarde.
Ao longo da semana, um poema por dia.
sábado, 20 de março de 2010
21 de Março, Dia Mundial da Poesia
Marc Chagall, EnchantementComo forma de celebrar a poesia, ao longo da semana, nas vitrinas das BE e nos "placards" dos pavilhões, os poetas marcam presença. Na BE, sala de professores e bar dos alunos, encontrarás um desdobrável com alguns poemas.
TRÍPTICO-II
Não sei como dizer-te que minha voz te procura
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
-eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.
Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a casa ardesse pousada na noite.
-E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
-não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.
Durante a primaveira inteira aprendo
os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto
correr do espaço-
e penso que vou dizer algo cheio de razão,
mas quando a sombra cai da curva sôfrega
dos meus lábios, sinto que me faltam
um girassol, uma pedra, uma ave -qualquer coisa extraordinária.
Porque não sei como dizer-te sem milagres
Que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,
o amor,
que te procuram.
Herberto Helder
O sítio das coisas selvagens
quarta-feira, 17 de março de 2010
1º Centenário da República: Dia da Árvore
Em 2010, celebra-se o centenário da implantação da República, um dos momentos mais marcantes da nossa História.
Igualmente marcantes na nossa vida são a poesia e as árvores. 21 de Março é o Dia Mundial da Poesia e também o da Árvore. E, no calendário, assinala-se o início da Primavera.
Da poesia e da Primavera, falaremos depois. No que diz respeito à àrvore, a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República promove uma iniciativa intitulada A Árvore do Centenário, evocando as campanhas para a sua protecção levadas a cabo no tempo da 1ª República.
Participa nesta iniciativa em http://arvore.centenariorepublica.pt/ (Desafio às Escolas).
Sabias que, no concelho de Sesimbra, há pelo menos quatro árvores classificadas como monumentais?
Descobre-as em http://www.afn.min-agricultura.pt/portal/ArvoresPesquisa
e aproveita para ficares a conhecer outras árvores centenárias em Portugal.
quarta-feira, 3 de março de 2010
"Ah! Isto é que é poesia?"
e Eugénio de Andrade. Depois, e para provar que poesia não é sinómino de "seca", vêm Mário-Henrique Leiria, Alexandre O'Neill, textos e autores surpreendentes e divertidos.Dinamizado por "O contador de histórias", é uma proposta do SABE da Biblioteca Municipal de Sesimbra e antecipa a comemoração do Dia Mundial da Poesia (a 21 de Março).
O espectáculo, dirigido a alunos do 9º ano, realizar-se-á no dia 11 de Março, pelas 15.15, na biblioteca da escola.
Se tudo correr bem, haverá outras surpresas na última semana do período.




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